106a Delegacia de Policia -Itaipava -Rj

“RECLAMAÇAO CONTRA A 106ª. DELEGACIA DE POLICIA-ITAIPAVA-RJ.

Petrópolis, 11 de Novembro de 2017,

Em 27/10/2017 após mais uma vez entre muitas, ter parte meu terreno frontal invadido e danificado por vizinho de frente com caminhão de entregas para sua firma, como descrito no Registro de Ocorrência no. 106-01968/2017 e com farta documentação fotográfica fornecida e anexa ao mesmo documento, encaminhei-me por volta das 08h30minh da manhã a 106ª. Delegacia de Policia para efetuar a devida queixa e solicitar providencias de praxe.
Fui atendido pela inspetora Sra. Cinthia Ferreira Silvero que logo inicialmente informou que o citado registro só poderia ser aberto mediante o pagamento de taxa R$ 54,13.
Embora estranhando a condição, e me perguntando como fariam as pessoas sem condições financeiras para reclamarem seus direitos, dirigi-me ao único banco onde a taxa poderia ser paga “em espécie” e presencialmente. Como portador de problemas graves de coluna, dispendi horas para efetuar a tarefa, conseguindo retornar a delegacia com o boleto penosamente pago e surpreendentemente ao solicitar novamente o inicio do registro fui informado pela mesma Sra. Cinthia, que o procedimento teria que ser feito só após o seu almoço, o que obviamente demandaria mais horas de espera. Já incomodado pelo total desdém da profissional, argui a ela se outro inspetor não poderia fazer o procedimento. Desta forma fui salvo pelo atencioso inspetor Eduardo que efetuou finalmente o procedimento, concluindo-o as 14h00minh.
Embora tenha deixado claro, que houve previamente ao dano, uma clara invasão de propriedade, houve recusa da Delegacia em citar este crime no Registro efetuado.
Fui instruído para aguardar cerca de 1 semana, ate o retorno no fim de semana seguinte, da Sra. Cinthia que apesar de nada ter feito neste episódio, foi denominada responsável pela investigação.
Em 11/11/2017 ao solicitar informações sobre o andamento da investigação, fui informado por Cinthia que o Delegado, para minha nova surpresa, não deu prosseguimento ao processo alegando que “não houve crime” e que “não houve intenção “ tornando todo meu esforço e dispêndio inúteis e infrutíferos.
Neste sentido, reivindico agora neste documento, providencias cabíveis, baseado nas seguintes colocações:
1) A cobrança de taxa para efetuar-se um Registro de Ocorrência sobre crime de INVASÃO E DANO DE PROPRIEDADE é legítimo e constitucional?
2) A recusa de fazer constar no registro o crime de “INVASAO A PROPRIEDADE PRIVADA” pela Delegacia é legal?
3) Ao efetuar um R.O., como o Delegado responsável pode julgar se houve crime ou não, se sequer houve investigação superficial?
4) Como fica o cidadão, pagador de seus impostos, quando tem sua propriedade INVADIDADA E DANIFICADA, se o Estado em sua primeira instancia representado pela autoridade policial, recusa-se a tomar medidas primárias de proteções básicas a este mesmo cidadão de bem, lavando as mãos e indiretamente, por sua omissão, agravando o conflito em vez de interrompê-lo?
5) Como deve proceder o cidadão diante da omissão criminosa da Delegacia ao crime de INVASÃO A PROPRIEDADE PRIVADA, AGRAVADA COM DANOS? Deve a vítima, armar-se como nos tempos idos e usar da força irracional para defender seus bens, já que o Estado, representado por esta omissa Delegacia, o ignora?
6) Pode um serviço ser cobrado e não executado, como assim agiu a Delegacia de Itaipava?
7) Diante da continuidade do problema reclamado, necessitando de outros R.O.s na mesma Delegacia, quem o fará e quanto isto, no final me custará, dada a absurda cobrança de taxa?
Devo informar que apesar da boa educação dos inspetores da 106ª Delegacia de Policia-Itaipava-RJ, no trato aos usuários, temo que objetivamente a referida Delegacia funcione mais como um adorno de entrada ao distrito de Itaipava. E digo isso por colecionar, desde que adquiri minha propriedade, inúmeros R.O.s de furto que nunca foram investigados, tornando-se meros pedaços de papel sem nenhuma utilidade a não ser constituir prova inequívoca da ineficiência da Delegacia de Itaipava. E tenho certeza que esta reclamação, não é definitivamente só minha. Terei que ser apadrinhado por alguma autoridade ou importante figura publica para ter meus direitos garantidos?
Neste sentido, peço que esta Ouvidoria tome as providencias que são necessárias evitando assim que meu socorro seja direcionado ao Ministério Publico e o crime a que estou sendo submetido se agrave em suas nefastas e inevitáveis consequências. e
Grato pela atenção,
R.O.no. 106-01968/2017 ”

Outro
Nome
marcelo
Dinamicar (Tindiba pneus e acessórios de veículos ltda)
Rgesul

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